“Qual o propósito do VAR?”, questiona técnico do Barcelona após derrota
O técnico do Barcelona, Hansi Flick, criticou duramente a arbitragem após a derrota por 2 a 0 em casa para o Atletico Madrid, pela Champions League.
O treinador demonstrou irritação com a marcação de um possível pênalti no segundo tempo e com a expulsão de Pau Cubarsi, que deixou a equipe com um jogador a menos ainda antes do intervalo.
A principal queixa de Flick foi um lance aos 53 minutos, quando o Barcelona reclamou de pênalti. O goleiro Juan Musso teria colocado a bola em jogo após tiro de meta antes de o defensor Marc Pubill tocar com a mão dentro da pequena área para repetir a cobrança.
O árbitro Istvan Kovacs mandou o jogo seguir, e o VAR não recomendou revisão, gerando protestos intensos do banco catalão.
“Não sei por que o VAR não foi utilizado. O árbitro… acho que ele é brilhante. Todos cometemos erros, mas qual é o propósito do VAR? Simplesmente não consigo entender. Deveria ter sido pênalti, segundo amarelo e cartão vermelho, já que ele já tinha advertência. É exatamente isso que não deveria acontecer”, afirmou Flick à emissora “Movistar Plus”.

Já o técnico do Atlético, Diego Simeone, discordou da interpretação.
“É uma questão de bom senso. O árbitro viu como foi. Ele entendeu que o Marc recebeu o que parecia ser um passe de um companheiro para iniciar a jogada, e avaliou o lance da mesma forma que o próprio jogador. Depois, podemos analisar quantas situações quisermos”, disse Simeone a jornalistas.
O Barcelona já atuava com dez jogadores desde os 44 minutos, quando Cubarsí foi expulso por derrubar Giuliano Simeone na condição de último homem. Na cobrança da falta, Julian Alvarez marcou um belo gol antes do intervalo, e Alexander Sorloth fechou o placar na etapa final.
Flick também questionou a expulsão.
“Não tenho certeza se houve contato suficiente, porque a bola estava atrás dele; não estou totalmente convencido. Não sei. Pode ter sido, ou pode não ter sido. Não sei se ele realmente tocou o adversário o suficiente. Mas, em outras situações, quando a bola toca na mão, para mim é muito claro”, opinou.